quinta-feira, 13 de maio de 2010

Asana. Interpretando Patanjali.


Patanjali foi quem codificou o Yoga por volta do ano 200 AC. Seu tratado é considerado a base filosófica fundamental do Yoga clássico ou Raja Yoga. Patanjali descreve os 8 caminhos do Yoga para se alcançar o objetivo final, Samadhy. Ele fornece os fundamentos de todas estas etapas com pequenos versos ou sutras, onde cada um é consequência do anterior. Inicia com Yamas e Nyamas (regras de conduta ética), Asanas (posturas), Pranayama (exercícios de respiração), Pratyahara (abstração dos sentidos), Dharana (concentração), Dhyana (meditação) e Samadhy (integração).

Os asanas, são a terceira etapa deste caminho de oito partes. Quando Patanjali descreve asana, diz que o que caracteriza uma postura é: " Sthira sukham asanam". Traduzido por "asana deve ser estável e confortável".

Além de estável e confortável, o que mais estas palavras significam?

Sthira, estável, pode ser traduzido pelos seus sinônimos: firme, sólido, imóvel, resistente, seguro, constante, persistente, determinado, imperturbável, forte e vigoroso.

Sukham, confortável, pode ser traduzido também pelos seus sinônimos: cômodo, sereno, tranquilo, suave, desprendido e relaxante.

Asanam é o plural de asana em sânscrito.

Patanjali destaca, no verso seguinte que uma vez nesta condição, podemos manter a mente no infinito. Dessa forma, percebemos que todos os asanas devem ser praticados de uma forma tranquila e calma, ou seja, sem agitação ou perturbação. É possível meditar na posição.

Para vivenciar este conceito, escolha um asana que lhe permita permanecer nele por um tempo indefinido e faça a sua interpretação pessoal de estabilidade e conforto. Experimente meditar na posição.

Boa prática!

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