Jaipur, Índia, por Sylvia Freire Satosha é o segundo Nyama. O estado de Santosha, contentamento, pode ser cultivado valorizando o que temos e não desejando mais do que precisamos.
A tendência do ser humano é estar sempre insatisfeito, achando que está faltando alguma coisa ou o que o outro tem é melhor. É aquele típico sentimento de que a grama do vizinho é mais verde do que a sua. Este é o caminho da infelicidade. Quanto mais se tem, mais se quer e mais insatisfeitos ficamos.
Às vezes precisamos passar por alguma dificuldade para dar valor ao que temos. Vivi uma experiência de cultivo a Santosha quando estive na Índia, em um ashram em Rishikesh. As instalações eram muito precárias e carentes de limpeza. Banhos frios e de torneira, pouco cobertor para o frio que fazia, além da comida que era preparada sem critérios de higiene. Sem dúvida foram dias que nunca mais vou esquecer.
A janela do meu quarto era de frente para a rua onde haviam pias públicas. Logo bem cedo pela manhã, eu ouvia os Sadus que tinham passado a noite na rua e ao relento, na sua maioria sem cobertor, usando essas pias. Aquilo me deixava atônita. Eu, reclamando da minha situação e ao meu lado pessoas numa condição que não posso chamar de precária pois os Sadus não possuem nada, além da roupa do corpo e de uma bacia para alimentos que são doados.
Sadus são pessoas que renunciam à vida material e social e se tornam andarilhas cultivando uma elevação espiritual.
Foi uma grande experiência para mim. Quando voltei para casa, valorizei o meu banho quente, banheiro limpo e uma cama quentinha.
Santosha é ser feliz com o que se tem. Isto é Yoga.
Namastê!
Um comentário:
Ahhh que momentos inesquecíveis amiga.
Precisamos voltar..vamos??
Beijos
Fe
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