quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Na beira do Ganges.

Ganges, Índia, 2008

Depois da oportunidade que tive esta uma semana de receber tantos ensinamentos e vivências sobre o Tantra com Chris Tompkins, PHD em sâscrito que está desvendando textos tântricos nunca antes traduzidos, lembrei de um momento quando
estive num retiro na Índia há dois anos atrás, nas margens do Ganges, nos Himalaias.

Logo que cheguei fiquei tão extasiada com a beleza do lugar, com a natureza tão vibrante que me sentei nas pedras às margens deste poderoso rio, próximo da sua nascente. Alí, embasbacada com a energia, escrevi estas palavras para agradecer aquele momento.

I would like to thank all the five elements in its purity, essenciality, silence, consciouness.

To the sun that bring us life

To the sky, in its pure blue

To the air, in its refreshing prana that flows from Himalaia

To the water that flows pure throughout Ganges

To eter in its Shiva form

To Nature in its intensity and beauty.

Consciouness is here.

The static essence of Purusha and Prakriti movement.

Shiva and Shakti in perfect balance.

It is what I want for my life.

Balance.

All the elements toguether, so I can feel them through my senses.

Let the Ganges flow through our hearts

Let the Ganges flow through our path.

Ommmmm

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Pratyahara. Controle dos sentidos


Projeto Tamar

Pratyahara é traduzido como abstração dos sentidos. Porém, não é simplesmente ocultá-los, mas sim, remanejá-los e ter a habilidade de ir além, desenvolvendo a percepção interna.

Neste mundo agitado e dinâmico em que vivemos, somos muito estimulados pela mídia que disturba incessantemente a mente. Os nossos sentidos são muito afetados.

Nas palavras espontâneas do Swami Shidananda que esteve em São Paulo no evento do Yoga pela Paz, me chamou a atenção quando ele disse: "precisamos nos conectar com a "innernet" e não com a internet...". Precisamos nos conectar com o nosso íntimo. Quando nos conectamos com o interno, silenciamos a mente, os sentidos e o prana.

Um exemplo que facilita a compreensão deste conceito é imaginarmos como se fôssemos uma tartaruga quando recolhe as patas, cabeça e o rabo e se volta para dentro do casco.

Pratyahara é se voltar para dentro, de forma que os sentidos não dispersem a atenção.

Pratyahara é o processo de preparação para meditação.

Você está conectado com a mídia ou com o coração?

Namastê!

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Respirar


Respirar é estar vivo.
Respirar é estar em contato com o mundo exterior.
Respirar é trocar.
Respirar é a energia que flui de dentro para fora e de fora para dentro.
Respirar é pulsar.
Respirar é estar em movimento.
Respirar nos traz a energia que nos nutre.
Respirar é purificar.
Respirar é sentir a Natureza pelo olfato.
Respirar é nos conectar com o Prana.
Prana é a energia vital que nos matêm vivos.
Prana é o que movimenta a vida.
Prana é a expressão mais pura da Natureza.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Pranayama. Controle da respiração


Prana, quer dizer energia vital; e ayama, expansão. Pranayama é a expansão da energia vital.

Dos oito estágios do Yoga descritos nos Yoga Sutras de Patanjali, Pranayama é o quarto estágio, depois das disciplinas éticas Yamas e Nyamas e dos Asanas.

Pranayama são técnicas de respiração do Yoga que tem o objetivo de aquietar a mente.

A respiração tem uma ligação direta com tudo o que acontece no nosso corpo e na mente. Quando corremos ou subimos uma escada, por exemplo, a respiração se altera; quando estamos ansiosos e agitados a respiração se altera tornando-se curta, rápida e irregular; já quando estamos relaxados a nossa respiração se torna lenta. Daí, percebemos que o estado da nossa mente se reflete na respiração. Se podemos controlar a respiração diminuíndo o seu ritmo, podemos controlar também o estado da nossa mente, tranquilizando-a.

Através da respiração, permitimos que o Prana, energia vital, flua por todo o corpo, purificando, energizando, reduzindo tensões, bloqueios energéticos e o estresse.

Pranayama não só exercita os pulmões, como todos os orgãos do corpo, massageando-os através da ação da inspiração e expiração. Essa massagem interna ativa a circulação de todos os orgãos, trazendo equilíbrio para o funcionamento do corpo.

A base técnica do Pranayama é manter a respiração controlada e equilibrada. Pranayama nos ensina através de técnicas respiratórias, onde a respiração pode ser aprofundada, ritmada e dirigida, a ter um maior controle sobre ela e consequentemente tranquilizar a mente.

Pranayama é uma técnica importante para a prática da meditação.

Namastê!

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Prana Krya. Respiração completa do Yoga


Prana Krya, ou respiração completa, é o primeiro passo para começar a praticar Pranayama.

Em um lugar tranquilo e arejado, deite-se de costas sob o seu "mat", flexione os joelhos, apoiando os pés no chão na largura do seu quadril e para maior conforto una os joelhos. Deixe os braços ao longo do corpo com as palmas das mãos voltadas para cima, procurando relaxar os ombros e o peito. Sinta-se totalmente estável e confortável. Feche os olhos.

Nos próximos minutos apenas observe o ritmo natural e espontâneo da sua respiração. Explore a sua respiração. Perceba se está rápida, curta ou lenta. Observe o ar que entra e que sai dos seus pulmões, o toque do ar nas narinas, a temperatura do ar mais fresca na inspiração e mais morna na expiração.

Agora comece a interferir na sua respiração, procurando respirar de uma maneira mais ampla, profunda e suave. Vamos vivenciar a respiração completa.

A respiração completa ou Prana Krya tem três fases:
  • Respiração baixa ou abdominal: apoie as mãos sobre o seu abdômem. Sinta ao inspirar que o abdômem se expande, indo para cima; e ao expirar o abdômem naturalmente se contrai, indo para baixo.
  • Respiração média ou intercostal: apoie as mãos nas costelas. Sinta ao inspirar que as costelas se alargam lateralmente e ao expirar elas se fecham.
  • Respiração alta ou subclavicular: apoie as mãos sobre o peito. Sinta ao inspirar que o peito sobe se expandindo e ao expirar o peito desce.
Depois de sentir cada fase da respiração, comece a praticar a respiração completa. Deixe os braços novamente ao longo do corpo. Ao inspirar o abdômen se expande, as costelas se alargam e o peito sobe; ao expirar o peito desce, as costelas se fecham e o abdômem volta à posição normal.

Na respiração completa devemos usar todo o sistema respiratório. O importante é manter a respiração sempre no mesmo ritmo, lembrando de quatro características: a respiração deve ser ampla, profunda, fluida e suave.

Prana Krya é a base para todas as outras técnicas respiratórias do Yoga.

Pratique Prana Krya por 10 minutos todos os dias. Finalize em Shavasana por 5 minutos.

Depois de estar mais familiarizado com a respiração completa, pratique-a sentado em Sukasana (posição com as pernas cruzadas), ou encostado na parede para dar mais suporte na coluna ou mesmo sentado em uma cadeira.

Aos poucos com a prática, vamos aprendendo a respirar corretamente. Assim, a respiração completa se tornará a sua respiração natural, 24 horas por dia.

Ter consciência da respiração é estar no momento presente, sempre se auto observando.

So Ham!!

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Flor de lotus.Vida imortal


A flor de lótus é a flor sagrada da Índia. A filosofia oriental considera a flor de lótus como o símbolo da evolução do homem. Compara o corpo humano com o fundo lodoso do lago em que se encontram as raízes desta planta. Enxerga a mente nas suas hastes, e a alma é simbolizada pela flor de pétalas brancas que desabrocham `a luz do sol.

Li uma história muito curiosa na abertura do meu exemplar do Bhagavad Gita. O Bhagavad Gita é um pequeno livro sagrado da Índia, que tem cerca de 5.000 anos. Seu texto narra o diálogo entre dois personagens, Krishna, que representa a encarnação humana da divindade, e Arjuna, que é o homem em busca do autoconhecimento. Este exemplar é antigo, da década de 60, uma edição muito especial, traduzida e comentada pelo professor e filósofo Huberto Rodhen, que herdei do meu pai.

A abertura do livro conta esta surpreendente história sobre duas sementes da flor de lótus que dormiram cerca de 50.000 anos e acordaram na década de 50.

A história destas flores é a seguinte: em 1920, um botânico japonês descobriu no leito seco de um lago na Manchúria um punhado de sementes de lótus, que segundo especialistas tinham aproximadamente 50.000 anos.

Duas destas sementes, em 1950, foram enviadas para os Estados Unidos e tratadas por um botânico americano em um jardim aquático em Washington. As sementes desta planta possuem um envólucro externo muito duro, como a de um côco, que as protege contra qualquer influência exterior.

Uma das faces da semente foi raspada para facilitar a penetração da umidade. Prontas para a germinação, foram colocadas em dois potes de terra e submersas nas águas de um viveiro aquático deste jardim. A expectativa era de que florescecem dentro de três anos, mas cinco meses depois começaram a germinar surpreendendo estudiosos do mundo todo.

Investigações geológicas demostraram que o leito do lago foi drenado em consequência de um levantamento do solo proveniente de uma pressão interna da crosta terrestre, há cerca de 50.000 anos. Nesta movimentação, as sementes foram interradas no fundo do lago onde permaneceram durante todo este tempo.

Esta história nos faz supor a duração ilimitada da vida em estado potencial e transforma a semente da flor de lótus no símbolo da imortalidade.

Om!!!!!
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