segunda-feira, 14 de junho de 2010

Aparigraha. Desapego


Aparigraha é o quinto Yama. Aparigraha é não cobiçar, é não ser ganâncioso, é desapegar-se.

Aparigraha não quer dizer que precisamos nos desapegar do mundo material ou desprezá-lo. Adquirir bens materiais é um ato necessário, ainda mais no mundo de novidades e de tecnologia em que vivemos. Muitas coisas boas da vida, para serem aproveitadas é preciso dinheiro. Adquirir riqueza não é um mal, o problema é o acúmulo desnecessário ou adquiri-la com apego.

Para que acumular coisas que sabemos que são desnecessárias para nós? Dê o que não precisa para quem está necessitando. Faça a energia do mundo material circular, porque assim ela nunca vai faltar.

Aparigraha está relacionada não somente ao apego `as coisas mas também `a credos e filosofias. Do que adianta apegar-se a uma filosofia se não a colocamos em prática? Não deixa de ser um acúmulo desnecessário.

O oposto de apego, ganância e cobiça é liberdade. Isto é Yoga.

Namastê!

sábado, 12 de junho de 2010

Uma história de amor na Natureza.


Os pinguins, na sua maioria, são monogámicos. Sempre retornam para a mesma área de reprodução e reencontram a mesma parceira de anos anteriores. Os pinguins vivem uma história de amor na Natureza.

Feliz dia dos namorados!

Hari Om!!!

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Tadasana. Postura da Montanha


Tada quer dizer montanha e asana, postura. Tadasana é a postura da montanha. Nesta posição você deve permanecer firme e ereto como uma montanha. A montanha nos transmite solidez e é o que devemos ter em mente quando realizamos Tadasana.

Tadasana corrige a postura, melhorando o alinhamento do corpo. Tadasana é a posição mestra para todas as outras posturas.

Para construir a posição, inicie colocando os pés unidos no chão. Eleve os artelhos, afaste os dedos e recoloque-os no chão. As solas dos pés devem apoiar o chão de uma maneira uniforme. Coloque atenção em quatro pontos da sola dos pés: bola do dedão, bola do dedinho, calcanhar interno e calcanhar externo. Una os dedões e deixe os calcanhares ligeiramente afastados. Sinta o contato dos pés no chão para receber a energia que vem da terra.

Traga essa energia para seus joelhos, contraindo as patelas e a musculatura das coxas, e concentre a energia na região do assoalho pélvico, acionando Mula Bandha (contração dos esfícteres). Coloque o cóccix ligeiramente para baixo dando suporte para a sua coluna e naturalmente alongando-a.

Traga a energia do assoalho pélvico e concentre-a no seu abdome, ativando Uddiyana Bandha (contração do abdome para dentro e para cima). Continue subindo a energia e traga-a para o centro do seu peito na altura do coração. Suba o seu externo e abra o peito. Gire os seus ombros para trás e para baixo. Procure aproximar as escápulas da coluna. Deixe os braços estendidos dos lados do corpo, com os dedos das mãos apontando para baixo.

Mantenha a cabeça alinhada com a coluna, como um bastão. Deixe o queixo paralelo ao chão. Alongue o pescoço sem tencionar seus músculos. A energia da terra percorre todo o corpo até o topo da cabeça.

Suavize a expressão do rosto e respire naturalmente durante todo este processo. Procure deixar o corpo firme e imóvel, sem ondulações. Permaneça na posição mantendo todas estas ações por alguns instantes. Observe o corpo em Tadasana. Relaxe.

domingo, 6 de junho de 2010

Brahamcharya. Controle dos Impulsos


Brahmacharya é o quarto de cinco Yamas, princípios éticos preconizados por Patanjali.

Brahmacharya é traduzido por celibato. Mas seu sentido deve ser interpretado. Brahmacharya não é abstinência sexual, porque sexo é algo natural, faz parte da natureza, é o que mantêm a vida. E consequentemente, deve ser feito de uma maneira equilibrada e com consciência, respeitando a si próprio e o parceiro.

Brahamacharya é ter controle sobre os impulsos, agir de uma maneira ponderada e equilibrada. Isso vale para todos os nosso hábitos.

Namastê!

domingo, 30 de maio de 2010

Asteya. Integridade


Asteya quer dizer "não roubar". Integridade, é o terceiro Yama, preceitos éticos preconizados por Patanjali que orientam o nosso comportamento em relação a nós mesmos, aos outros e ao mundo exterior.

Asteya é não se apropriar do que não lhe pertence. Não roubar objetos materiais e nem idéias alheias.

B.K.S. Iyengar, introdutor do Hatha Yoga no ocidente, em seu último livro "Luz na Vida", cita Asteya e amplia o seu sentido:

"Na infância aprendemos a não pegar ou roubar os brinquedos de outras crianças, mas não roubar pode ter muitas outras implicações. Acaso não roubamos quando consumimos mais do que nos cabe? Não é roubo quando uma pequena parte da população mundial consome a vasta maioria dos recursos do planeta?"

Na natureza, a borboleta se alimenta do néctar da flor sem lhe prejudicar em absolutamente nada.

Namastê!

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Satya. Verdade


Satya quer dizer verdade. Satya é o segundo preceito dos Yamas, princípios éticos preconizados por Patanjali.

Satya é ser verdadeiro com você e com os outros. A verdade deve permear todos os aspectos da vida, do que adianta ter um discurso que parece verdadeiro, porém não agir da mesma forma. Parece aquele ditado "faca o que eu digo, mas não faça o que eu faço". Primeiro temos que ser verdadeiros consigo mesmos, autênticos. Autenticidade é um reflexo de veracidade.

Quando somos sinceros, mesmo não sabendo a verdade sobre um fato, estamos sendo verdadeiros. Um ato sincero vem do coração e faz com que a gente se sinta bem.

Satya é não fingir ser o que não é para se aproximar de alguém, ou para que se aproximem de você.

Satya é não usar a verdade para agredir os outros. Satya deve ser usada de uma maneira respeitosa e amável. Podemos ser verdadeiros buscando as qualidades positivas ao invés de humilhar alguém.

Satya é ser puramente transparente assim como uma folha na luz do sol. Não há nada a esconder, simplesmente a verdade.

Namastê!

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Harmonia e Integração

Ixtapa, México

Quando lemos sobre Yoga sempre nos deparamos com os termos, harmonia e integração. O que exatamente quer-se dizer com isso na vida prática? São palavras sinônimas de Yoga. Estar num estado de harmonia e integração, ou na linguagem do Yoga, estado de Samadhy, parece que é algo intangível, só para grandes gurus. Ainda mais para nós, "seres normais" que temos uma vida atribulada e cheia de compromissos. Mas na verdade não é tão difícil assim, basta realmente querer ir ao encontro de momentos de paz. A prática do Yoga nos abre um caminho possível para usufruirmos de pequenos "Samadhys" na nossa vida.

Um bom momento para se dar conta disso, é contemplar um lindo entardecer na praia. É uma experiência que nunca esqueceremos. É sempre única e especial.

Momento que podemos observar o mundo a nossa volta e perceber que estamos inseridos, que fazemos parte deste cenário de pura beleza. Sentimos a areia da praia que se amolda confortavelmente no corpo, tornando a posição estável. É o elemento terra que nos acolhe. `A frente, uma imensidão azul, a presença do elemento água , que nas ondas se movimenta com fluidez. O pôr do sol, intenso e grandioso, nas nuances das cores amarelo, laranja e vermelho, que se mesclam. É a energia do elemento fogo que se espalha no céu. O ar é fresco, suave, da brisa que vem do oceano.

Explore este momento através dos seus sentidos. Observe, contemple. Respire e traga para dentro de você, prana, energia vital que está no ar. Sinta o cheiro do mar. Ouça os sons a sua volta. Barulho do mar e dos pássaros. Esteja completamente presente e usufrua deste momento de paz. Isto é harmonia, integração, Samadhy. Isto é Yoga.

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