sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Respirar


Respirar é estar vivo.
Respirar é estar em contato com o mundo exterior.
Respirar é trocar.
Respirar é a energia que flui de dentro para fora e de fora para dentro.
Respirar é pulsar.
Respirar é estar em movimento.
Respirar nos traz a energia que nos nutre.
Respirar é purificar.
Respirar é sentir a Natureza pelo olfato.
Respirar é nos conectar com o Prana.
Prana é a energia vital que nos matêm vivos.
Prana é o que movimenta a vida.
Prana é a expressão mais pura da Natureza.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Pranayama. Controle da respiração


Prana, quer dizer energia vital; e ayama, expansão. Pranayama é a expansão da energia vital.

Dos oito estágios do Yoga descritos nos Yoga Sutras de Patanjali, Pranayama é o quarto estágio, depois das disciplinas éticas Yamas e Nyamas e dos Asanas.

Pranayama são técnicas de respiração do Yoga que tem o objetivo de aquietar a mente.

A respiração tem uma ligação direta com tudo o que acontece no nosso corpo e na mente. Quando corremos ou subimos uma escada, por exemplo, a respiração se altera; quando estamos ansiosos e agitados a respiração se altera tornando-se curta, rápida e irregular; já quando estamos relaxados a nossa respiração se torna lenta. Daí, percebemos que o estado da nossa mente se reflete na respiração. Se podemos controlar a respiração diminuíndo o seu ritmo, podemos controlar também o estado da nossa mente, tranquilizando-a.

Através da respiração, permitimos que o Prana, energia vital, flua por todo o corpo, purificando, energizando, reduzindo tensões, bloqueios energéticos e o estresse.

Pranayama não só exercita os pulmões, como todos os orgãos do corpo, massageando-os através da ação da inspiração e expiração. Essa massagem interna ativa a circulação de todos os orgãos, trazendo equilíbrio para o funcionamento do corpo.

A base técnica do Pranayama é manter a respiração controlada e equilibrada. Pranayama nos ensina através de técnicas respiratórias, onde a respiração pode ser aprofundada, ritmada e dirigida, a ter um maior controle sobre ela e consequentemente tranquilizar a mente.

Pranayama é uma técnica importante para a prática da meditação.

Namastê!

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Prana Krya. Respiração completa do Yoga


Prana Krya, ou respiração completa, é o primeiro passo para começar a praticar Pranayama.

Em um lugar tranquilo e arejado, deite-se de costas sob o seu "mat", flexione os joelhos, apoiando os pés no chão na largura do seu quadril e para maior conforto una os joelhos. Deixe os braços ao longo do corpo com as palmas das mãos voltadas para cima, procurando relaxar os ombros e o peito. Sinta-se totalmente estável e confortável. Feche os olhos.

Nos próximos minutos apenas observe o ritmo natural e espontâneo da sua respiração. Explore a sua respiração. Perceba se está rápida, curta ou lenta. Observe o ar que entra e que sai dos seus pulmões, o toque do ar nas narinas, a temperatura do ar mais fresca na inspiração e mais morna na expiração.

Agora comece a interferir na sua respiração, procurando respirar de uma maneira mais ampla, profunda e suave. Vamos vivenciar a respiração completa.

A respiração completa ou Prana Krya tem três fases:
  • Respiração baixa ou abdominal: apoie as mãos sobre o seu abdômem. Sinta ao inspirar que o abdômem se expande, indo para cima; e ao expirar o abdômem naturalmente se contrai, indo para baixo.
  • Respiração média ou intercostal: apoie as mãos nas costelas. Sinta ao inspirar que as costelas se alargam lateralmente e ao expirar elas se fecham.
  • Respiração alta ou subclavicular: apoie as mãos sobre o peito. Sinta ao inspirar que o peito sobe se expandindo e ao expirar o peito desce.
Depois de sentir cada fase da respiração, comece a praticar a respiração completa. Deixe os braços novamente ao longo do corpo. Ao inspirar o abdômen se expande, as costelas se alargam e o peito sobe; ao expirar o peito desce, as costelas se fecham e o abdômem volta à posição normal.

Na respiração completa devemos usar todo o sistema respiratório. O importante é manter a respiração sempre no mesmo ritmo, lembrando de quatro características: a respiração deve ser ampla, profunda, fluida e suave.

Prana Krya é a base para todas as outras técnicas respiratórias do Yoga.

Pratique Prana Krya por 10 minutos todos os dias. Finalize em Shavasana por 5 minutos.

Depois de estar mais familiarizado com a respiração completa, pratique-a sentado em Sukasana (posição com as pernas cruzadas), ou encostado na parede para dar mais suporte na coluna ou mesmo sentado em uma cadeira.

Aos poucos com a prática, vamos aprendendo a respirar corretamente. Assim, a respiração completa se tornará a sua respiração natural, 24 horas por dia.

Ter consciência da respiração é estar no momento presente, sempre se auto observando.

So Ham!!

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Flor de lotus.Vida imortal


A flor de lótus é a flor sagrada da Índia. A filosofia oriental considera a flor de lótus como o símbolo da evolução do homem. Compara o corpo humano com o fundo lodoso do lago em que se encontram as raízes desta planta. Enxerga a mente nas suas hastes, e a alma é simbolizada pela flor de pétalas brancas que desabrocham `a luz do sol.

Li uma história muito curiosa na abertura do meu exemplar do Bhagavad Gita. O Bhagavad Gita é um pequeno livro sagrado da Índia, que tem cerca de 5.000 anos. Seu texto narra o diálogo entre dois personagens, Krishna, que representa a encarnação humana da divindade, e Arjuna, que é o homem em busca do autoconhecimento. Este exemplar é antigo, da década de 60, uma edição muito especial, traduzida e comentada pelo professor e filósofo Huberto Rodhen, que herdei do meu pai.

A abertura do livro conta esta surpreendente história sobre duas sementes da flor de lótus que dormiram cerca de 50.000 anos e acordaram na década de 50.

A história destas flores é a seguinte: em 1920, um botânico japonês descobriu no leito seco de um lago na Manchúria um punhado de sementes de lótus, que segundo especialistas tinham aproximadamente 50.000 anos.

Duas destas sementes, em 1950, foram enviadas para os Estados Unidos e tratadas por um botânico americano em um jardim aquático em Washington. As sementes desta planta possuem um envólucro externo muito duro, como a de um côco, que as protege contra qualquer influência exterior.

Uma das faces da semente foi raspada para facilitar a penetração da umidade. Prontas para a germinação, foram colocadas em dois potes de terra e submersas nas águas de um viveiro aquático deste jardim. A expectativa era de que florescecem dentro de três anos, mas cinco meses depois começaram a germinar surpreendendo estudiosos do mundo todo.

Investigações geológicas demostraram que o leito do lago foi drenado em consequência de um levantamento do solo proveniente de uma pressão interna da crosta terrestre, há cerca de 50.000 anos. Nesta movimentação, as sementes foram interradas no fundo do lago onde permaneceram durante todo este tempo.

Esta história nos faz supor a duração ilimitada da vida em estado potencial e transforma a semente da flor de lótus no símbolo da imortalidade.

Om!!!!!

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Uttanasana. Postura do Alongamento Intenso

Uttanasana

Ut quer dizer intenso, tana quer dizer alongamento e asana postura. Uttanasana é a postura do alongamento intenso.

Uttanasana é uma postura que alonga, fortalece e dá mobilidade à coluna vertebral. Proporciona alongamento em toda a musculatura posterior das pernas e na região lombar.

Como todas as posturas de flexão, o objetivo deste asana é flexionar o corpo, aproximando o tronco das pernas o máximo possível, mantendo a coluna e as pernas estendidas.

Uttanasana é uma posição que se conquista aos poucos. Quanto mais a praticamos mais o corpo vai se alongando. No início, alcançar a ponta dos dedos no chão exige um grande esforço. Aos poucos, com a conquista do alongamento, vamos colocando as mãos no chão e assim o tronco se aproxima cada vez mais das pernas. O importante é sempre respeitar os seus limites.


Tadasana

Para construir a posição, inicie em Tadasana (postura da montanha). Os pés podem estar unidos ou afastados na largura do quadril. O importante é ter os pés paralelos.


Urdhva Hastasana

Ao inspirar eleve os braços em Urdhva Hastasana (postura dos braços para cima)



ao expirar, desça o tronco ereto em direção as pernas.


Uttanasana

Durante a permanência em Uttanasana, observe o seu corpo na posição. Começe sempre pela área do corpo que está em contato com o chão, seus pés. Os pés devem estar firmes, com o peso do corpo bem distribuído. Cuidado para não deixar maior apoio nos calcanhares. As pernas devem estar estendidas, com as patelas dos joelhos contraídas para cima. Dessa forma, você protege o seu joelho de hiper extensão. Nunca pressione os joelhos para trás. A musculatura das coxas também deve estar ativa, contraindo os quadríceps para cima.

Os pés e as pernas formam a estrutura da posição. O resto do corpo deve permanecer relaxado. Ombros, braços, pescoço e cabeça completamente soltos. Deixe que o relaxamento e a força da gravidade promovam o alongamento. A respiração deve ser suave. Observe o corpo na posição.


Ardha Uttanasana

Para conquistar ainda mais alongamento em Uttanasana, pratique Ardha Uttanasana (meia postura do alongamento intenso). Quando estiver na posição, inspire alongando o tronco à frente, com a coluna ereta, a ponta dos dedos das mãos no chão, mantendo o olhar para frente....

Uttanasana

ao expirar aproxime mais o tronco das pernas. Aproxime as mãos dos respectivos cotovelos e entre na posição......

Uttanasana

ou estenda os braços para trás das pernas aproximando a face dos joelhos....


Uttanasana

ou aproxime ainda mais o tronco das pernas entrelaçando as mãos por trás.

Permaneça na sua versão da posição por alguns instantes, com a atenção no momento presente, observando o corpo e a respiração suave. Para retornar, faça o mesmo movimento que te levou à posição, subindo o tronco com a coluna ereta voltando à posição inicial (Tadasana).

Se você é iniciante ou tem algum problema na coluna, não force, semi flexione os joelhos e retorne desenrolando a coluna vértebra por vértebra deixando a cabeça por último.

Boa prática!

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Isvara Pranidhana. Entrega


Isvara Pranidhana é o quinto Nyama. Isvara quer dizer Deus. Deus no sentido universal, o de Ser Supremo. Isvara não é associado a nenhuma divindade específica, mas a essa força maior.

Isvara Pranidhana é a total entrega. É deixar nas mãos de Deus.

Isvara Pranidhana é fazer tudo da melhor maneira possível, deixando o ego de lado e fazer das nossas ações ofertas ao Divino Universal.

Essa entrega é totalmente abrangente. Desde a sua intenção, quando executa um asana (postura), até os estados profundos de meditação, onde a entrega é total e absoluta. Essa entrega vai além do corpo e da mente, ela vem do coração.

Isvara Pranidhana é também colocar a energia do coração nos atos triviais da vida. Como por exemplo, preparar um jantar gostoso para os amigos.

Isvara Pranidhana é estar profundamente inserido no que se está fazendo. É colocar sua alma em tudo que faz.

Namastê!

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Svadhyaya. Auto-observação


Svadhyaya é o quarto Nyama. Svadhyaya é praticar a auto-observação, o auto estudo. É estar observando o seu corpo, a sua respiração, a sua mente, as sensações, os sentimentos, 24 horas por dia. Esta é a maneira de chegar mais perto de você mesmo e se conhecer.

Para conhecer alguma coisa é preciso observar, Svadhyaya, é explorar a si mesmo. Conhecer a si mesmo é um processo que não envolve julgamento ou críticas, apenas a auto-observação.

O auto-estudo, Svadhyaya, tem início na leitura dos textos de Yoga, onde buscamos refletir sobre seus ensinamentos, e vê-los se manifestarem nas nossas vidas.

Quando praticamos os asanas, a auto-observação é o que nos leva ao ajuste da postura para que a posição se torne estável e confortável. A observação da respiração é fundamental, não só na execução dos asanas (posturas) como nos exercícios respiratórios (pranayama), no relaxamento e na meditação.

A auto-observação nos conduz a estados de concentração (dharana) e de meditação (dhyana).

O que é mais interessante em praticar Svadhyaya, é que conseguimos nos manter no momento presente. Se estamos nos auto-observando sempre, estamos no "right now", no aqui e no agora.

O auto-estudo, a auto-observação ou auto-análise, nos faz caminhar rumo ao auto-conhecimento. Através do auto-conhecimento podemos evoluir como seres humanos e nos transformar em seres melhores, menos egoistas e mais conscientes.

Namastê!
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