quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Shri Yantra. Poder criativo do Universo



O Yoga cultiva a arte da meditação. O Shri Yantra é uma obra de arte gráfica da tradição Hindu e Budista considerada a mais poderosa e mística das mandalas. Sua imagem representa o poder criativo do universo. Seu mantra é o OM. O Shri Yantra é usado com o objetivo de meditação, manter o olhar para a sua imagem induz a um estado de calma e tranquilidade.

Para treinar Dharana, concentração em um único ponto, o Shri Yantra é uma boa maneira. Experimente:

"Dirija o olhar para o Yantra e focalize o seu centro. Este ponto central é chamado de Bindu e representa a unidade que está por trás de toda a diversidade do mundo físico.

Agora focalize o triângulo que envolve o bindu. O triângulo que aponta para baixo representa o poder criativo feminino e o triângulo que aponta para cima representa a energia masculina.

Expanda seu olhar até incluir os círculos externos aos triângulos. Eles representam os ciclos dos ritmos cósmicos. A imagem do círculo incorpora a noção de que o tempo não tem início e nem fim. A região mais longínqua do espaço e o núcleo interno de um átomo pulsam ambos com a mesma energia rítmica da criação. Esse ritmo está dentro e fora de você.

Perceba as pétalas de lótus do lado externo do círculo. Observe que elas se apontam para fora, como que se abrindo. Elas ilustram o desdobrar de nosso entendimento. O lótus também representa o coração, o assento do Eu. Quando o coração se abre, o entendimento vem.

O quadrado na parte externa do yantra representa o mundo da forma, o mundo material que nossos sentidos nos mostram, a ilusão de separação, de limites e fronteiras bem definidos. Na periferia da figura existem quatro portais em forma de T. Observe que apontam para o interior do yantra, os espaços mais internos da vida. Eles representam a nossa passagem terrena do externo e material para o interno e sagrado.

Agora por alguns instantes olhe para dentro do yantra, permitindo que as formas e desenhos diferentes surjam naturalmente e deixe que seu olhar fique desfocado. Olhe para o centro do yantra. Sem mover os olhos, gradualmente comece a expandir seu campo de visão. Continue a expandi-lo até que esteja recebendo informação de mais de 180 graus. Observe que toda esta informação estava lá o tempo todo, mesmo que só agora você tenha se conscientizado disso. Agora, lentamente, reverta o processo voltando a enfocar novamente o centro do yantra.

Agora, lentamente, feche os olhos. Você ainda pode ver o yantra com os olhos da mente. Os desenhos representados por essas formas primordiais expressam as forças fundamentais da natureza que governam o mundo e cada um de nós."

Trecho retirado do livro "Ayurveda Cultura de bem-viver" por Marcia De Luca.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Dharana. Concentração


Gerbera

Dharana é traduzido como concentração. Dos oito estágios do Yoga descritos nos Yoga Sutras de Patanjali, Dharana é o sexto estágio, depois das disciplinas éticas Yamas, Nyamas, Asanas, Pranayama e Pratyahara.

Dharana é o controle da mente com o foco na atenção. É o desenvolvimento da capacidade de manter a atenção. As técnicas de Dharana consistem nas várias maneiras de manter o foco da atenção, se concentrando em um único ponto, que pode ser um objeto, uma flor, uma idéia, na luz de uma vela, um mantra, um yantra, na respiração, no batimento do coração....

Dharana são técnicas que auxiliam o processo que antecede o estado meditativo.

Para treinar Dharana, sente-se com as pernas cruzadas no chão e para mais conforto sobre uma almofada ou apoie as costas na parede. Coloque um vaso com uma flor à sua frente. Fixe o olhar na flor e vá se desligando dos estímulos externos. Quando os pensamentos vierem, o que acontece, naturalmente volte a atenção para a flor. Mantenha o olhar na flor por alguns minutos sem nenhuma expectativa e julgamento, apenas observe. Deixe a imagem ser absorvida pela mente. Ao final, feche os olhos. Observe as sensações. Faça uma fricção com as palmas das mãos, aproximando-as dos olhos em forma de concha por alguns segundos. Em seguida abra os olhos naturalmente. Você pode fazer este mesmo processo observando a chama de uma vela. Esta prática chama-se Trataka.

Na procura de uma imagem para ilustrar este texto, encontrei esta Gerbera que me chamou a atenção. Repare na imagem acima como cada pétala se assemelha à chama de uma vela. A cor do fogo é representada na flor. O elemento fogo parece que se expressa na natureza decorando cada pétala.

O fogo é considerado a porta de entrada para o divino, para o espírito, para a consciência universal. O fogo nos conduz a um lugar onde não há barreiras. Nos conduz rumo ao infinito.

A Natureza é mágica, é maravilhosa!

Conecte-se com o divino através da Natureza. Isto é Yoga.

Namastê.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Na beira do Ganges.

Ganges, Índia, 2008

Depois da oportunidade que tive esta uma semana de receber tantos ensinamentos e vivências sobre o Tantra com Chris Tompkins, PHD em sâscrito que está desvendando textos tântricos nunca antes traduzidos, lembrei de um momento quando
estive num retiro na Índia há dois anos atrás, nas margens do Ganges, nos Himalaias.

Logo que cheguei fiquei tão extasiada com a beleza do lugar, com a natureza tão vibrante que me sentei nas pedras às margens deste poderoso rio, próximo da sua nascente. Alí, embasbacada com a energia, escrevi estas palavras para agradecer aquele momento.

I would like to thank all the five elements in its purity, essenciality, silence, consciouness.

To the sun that bring us life

To the sky, in its pure blue

To the air, in its refreshing prana that flows from Himalaia

To the water that flows pure throughout Ganges

To eter in its Shiva form

To Nature in its intensity and beauty.

Consciouness is here.

The static essence of Purusha and Prakriti movement.

Shiva and Shakti in perfect balance.

It is what I want for my life.

Balance.

All the elements toguether, so I can feel them through my senses.

Let the Ganges flow through our hearts

Let the Ganges flow through our path.

Ommmmm

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Pratyahara. Controle dos sentidos


Projeto Tamar

Pratyahara é traduzido como abstração dos sentidos. Porém, não é simplesmente ocultá-los, mas sim, remanejá-los e ter a habilidade de ir além, desenvolvendo a percepção interna.

Neste mundo agitado e dinâmico em que vivemos, somos muito estimulados pela mídia que disturba incessantemente a mente. Os nossos sentidos são muito afetados.

Nas palavras espontâneas do Swami Shidananda que esteve em São Paulo no evento do Yoga pela Paz, me chamou a atenção quando ele disse: "precisamos nos conectar com a "innernet" e não com a internet...". Precisamos nos conectar com o nosso íntimo. Quando nos conectamos com o interno, silenciamos a mente, os sentidos e o prana.

Um exemplo que facilita a compreensão deste conceito é imaginarmos como se fôssemos uma tartaruga quando recolhe as patas, cabeça e o rabo e se volta para dentro do casco.

Pratyahara é se voltar para dentro, de forma que os sentidos não dispersem a atenção.

Pratyahara é o processo de preparação para meditação.

Você está conectado com a mídia ou com o coração?

Namastê!

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Respirar


Respirar é estar vivo.
Respirar é estar em contato com o mundo exterior.
Respirar é trocar.
Respirar é a energia que flui de dentro para fora e de fora para dentro.
Respirar é pulsar.
Respirar é estar em movimento.
Respirar nos traz a energia que nos nutre.
Respirar é purificar.
Respirar é sentir a Natureza pelo olfato.
Respirar é nos conectar com o Prana.
Prana é a energia vital que nos matêm vivos.
Prana é o que movimenta a vida.
Prana é a expressão mais pura da Natureza.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Pranayama. Controle da respiração


Prana, quer dizer energia vital; e ayama, expansão. Pranayama é a expansão da energia vital.

Dos oito estágios do Yoga descritos nos Yoga Sutras de Patanjali, Pranayama é o quarto estágio, depois das disciplinas éticas Yamas e Nyamas e dos Asanas.

Pranayama são técnicas de respiração do Yoga que tem o objetivo de aquietar a mente.

A respiração tem uma ligação direta com tudo o que acontece no nosso corpo e na mente. Quando corremos ou subimos uma escada, por exemplo, a respiração se altera; quando estamos ansiosos e agitados a respiração se altera tornando-se curta, rápida e irregular; já quando estamos relaxados a nossa respiração se torna lenta. Daí, percebemos que o estado da nossa mente se reflete na respiração. Se podemos controlar a respiração diminuíndo o seu ritmo, podemos controlar também o estado da nossa mente, tranquilizando-a.

Através da respiração, permitimos que o Prana, energia vital, flua por todo o corpo, purificando, energizando, reduzindo tensões, bloqueios energéticos e o estresse.

Pranayama não só exercita os pulmões, como todos os orgãos do corpo, massageando-os através da ação da inspiração e expiração. Essa massagem interna ativa a circulação de todos os orgãos, trazendo equilíbrio para o funcionamento do corpo.

A base técnica do Pranayama é manter a respiração controlada e equilibrada. Pranayama nos ensina através de técnicas respiratórias, onde a respiração pode ser aprofundada, ritmada e dirigida, a ter um maior controle sobre ela e consequentemente tranquilizar a mente.

Pranayama é uma técnica importante para a prática da meditação.

Namastê!

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Prana Krya. Respiração completa do Yoga


Prana Krya, ou respiração completa, é o primeiro passo para começar a praticar Pranayama.

Em um lugar tranquilo e arejado, deite-se de costas sob o seu "mat", flexione os joelhos, apoiando os pés no chão na largura do seu quadril e para maior conforto una os joelhos. Deixe os braços ao longo do corpo com as palmas das mãos voltadas para cima, procurando relaxar os ombros e o peito. Sinta-se totalmente estável e confortável. Feche os olhos.

Nos próximos minutos apenas observe o ritmo natural e espontâneo da sua respiração. Explore a sua respiração. Perceba se está rápida, curta ou lenta. Observe o ar que entra e que sai dos seus pulmões, o toque do ar nas narinas, a temperatura do ar mais fresca na inspiração e mais morna na expiração.

Agora comece a interferir na sua respiração, procurando respirar de uma maneira mais ampla, profunda e suave. Vamos vivenciar a respiração completa.

A respiração completa ou Prana Krya tem três fases:
  • Respiração baixa ou abdominal: apoie as mãos sobre o seu abdômem. Sinta ao inspirar que o abdômem se expande, indo para cima; e ao expirar o abdômem naturalmente se contrai, indo para baixo.
  • Respiração média ou intercostal: apoie as mãos nas costelas. Sinta ao inspirar que as costelas se alargam lateralmente e ao expirar elas se fecham.
  • Respiração alta ou subclavicular: apoie as mãos sobre o peito. Sinta ao inspirar que o peito sobe se expandindo e ao expirar o peito desce.
Depois de sentir cada fase da respiração, comece a praticar a respiração completa. Deixe os braços novamente ao longo do corpo. Ao inspirar o abdômen se expande, as costelas se alargam e o peito sobe; ao expirar o peito desce, as costelas se fecham e o abdômem volta à posição normal.

Na respiração completa devemos usar todo o sistema respiratório. O importante é manter a respiração sempre no mesmo ritmo, lembrando de quatro características: a respiração deve ser ampla, profunda, fluida e suave.

Prana Krya é a base para todas as outras técnicas respiratórias do Yoga.

Pratique Prana Krya por 10 minutos todos os dias. Finalize em Shavasana por 5 minutos.

Depois de estar mais familiarizado com a respiração completa, pratique-a sentado em Sukasana (posição com as pernas cruzadas), ou encostado na parede para dar mais suporte na coluna ou mesmo sentado em uma cadeira.

Aos poucos com a prática, vamos aprendendo a respirar corretamente. Assim, a respiração completa se tornará a sua respiração natural, 24 horas por dia.

Ter consciência da respiração é estar no momento presente, sempre se auto observando.

So Ham!!
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