sexta-feira, 29 de abril de 2011

Alimentos sátvicos. A dieta saudável.


A prática do Yoga é um processo de purificação do corpo e da mente. A alimentação tem um papel importante neste processo. A base da alimentação yogue é composta por alimentos sátvicos. Estes são os alimentos que purificam o corpo e acalmam a mente. Alimentos sátvicos são naturais, frescos e saudáveis. Eles são puros e por isso naturalmente saborosos, não contêm conservantes ou qualquer artificialidade.

São as frutas frescas e secas, suco de frutas, legumes, verduras cozidas no vapor ou cruas, saladas, grãos e sua imensa diversidade, sementes, mel, pães e massas integrais, ervas frescas, chás, leite e derivados. São alimentos que nutrem, proporcionam energia e são de fácil digestão. Basta usar a imaginação para criar pratos nutritivos e gostosos.

Ter uma dieta saudável é considerar também certas normas: - procurar comer sempre no mesmo horário, - comer devagar, mastigar bem e saborear os alimentos, - só comer se tiver fome, - variar os alimentos - procurar não falar e manter um clima agradável enquanto come, - não sobrecarregar o organismo, nunca comer demais, encha metade do estômago com comida, um quarto com líquido e o resto deixe vazio, - a quantidade necessária é o que cabe nas palmas das mãos unidas colocadas em formato de concha, - ter uma atitude de gratidão por este momento e pelos alimentos, - lembre sempre que comemos para viver e não vivemos para comer.

A dieta sátvica é sinônimo de saúde. Para manter o corpo saudável é importante ter uma alimentação nutritiva, uma boa digestão e eliminação.

"Alimento que aumenta a vitalidade, que dá bem-estar, força e equilíbrio, alimento maduro, saboroso e nutritivo - esse é o preferido pelas pessoas sátvicas." Bhagavad Gita, 17-8

Fonte: Yoga Mind & Body, Sivananda Yoga Vedanta Center

terça-feira, 12 de abril de 2011

As forças que regem a natureza.

Canadá por Theodoro Autoun Netto

A filosofia do Yoga olha para o mundo de acordo com dois princípios universais básicos: espírito e matéria, Purusha e Prakriti, princípios da consciência e da forma. Da união de Purusha e Prakriti resulta em tudo que existe no universo, da matéria inanimada até os seres vivos de todos os tipos.

Na visão do Yoga, Purusha é a consciência pura, estática, imóvel, simbolizada pela imagem de uma montanha; enquanto que Prakriti é a natureza, energia em movimento, princípio da manifestação no tempo e no espaço, simbolizada pela imagem de um rio que corre em volta da montanha.

Prakriti é formada pelos três gunas - energias ou forças de manifestação: Rajas, Tamas e Sattva.

Rajas é a força ativa, positiva e estimulante que coloca as coisas em movimento. Tamas é a força negativa, princípio da inércia, da passividade, que conduz todas as coisas a um fim. Sattwa é a força de equilíbrio, neutra, que harmoniza o positivo e o negativo.

Os três gunas estão em constante interação e movimento. Observe, por exemplo, a natureza. À noite, a escuridão é o momento de tamas, é quando nos recolhemos; o dia, a luz, é o momento de sattva, quando estamos em atividade e que precisamos estar em equilíbrio; e o nascer e o por do sol são momentos de rajas, momentos de transição onde é preciso energia para haver transformação.

Esses princípios também regem o corpo e a mente. Rajas está predominante quando há agitação, instabilidade, emoções flutuando, ora raiva, medo ou desejo. O mundo extremamente agitado dos dias de hoje estimula rajas. Já tamas está presente quando há inércia, estagnação, preguiça, falta de energia e morte. Sattva está predominante quando o corpo e a mente estão em equilíbrio, nem muita agitação ou estagnação. Sattva é a força vital equilibrada, em harmonia.

Esses princípios também se aplicam aos alimentos. O Yoga divide os alimentos em três tipos: Rajásicos ou estimulantes, são os picantes, amargos, azedos e salgados. Tamásicos ou letárgicos, devem ser evitados, como álcool, carne, comida processada, fermentada e com conservantes. Sátvicos ou puros, são a base da alimentação yogue. São os alimentos naturais, frescos e saudáveis.

O Yoga cultiva sattva guna. No Yoga o estado de equilíbrio de sattva é que permite alcançar estados profundos de consciência, Purusha, e consequentemente o desenvolvimento espiritual, objetivo final do Yoga.

Isto é Yoga.

Namastê!

domingo, 3 de abril de 2011

Entre o céu e a terra.


Você já se deu conta de que vivemos entre o céu e a terra? nossa existência se dá entre essas duas realidades.

A terra representa tudo que é material, tangível e corpóreo; é o mundo objetivo que conhecemos através da observação. Este é o mundo que vivemos, cheio de diversidades e que está em constante movimento. Na filosofia do Yoga chamamos de Prakriti este mundo da natureza, mundo este do qual fazemos parte que é repleto de diversidades e em constante mutação.

Há o outro lado, o céu, ou seja, o plano celestial, o plano da alma, que é imaterial, o oposto do mundo físico. Na filosofia do Yoga o termo para isso é Purusha, que pode ser traduzido por alma universal, ou consciência.

No mundo físico, material, nada é perfeito pois tudo está em constante transformação; já no mundo imaterial tudo é perfeito. Natureza é sinônimo de multiplicidade, já consciência é sinônimo de universalidade. A natureza é algo limitado, ela pode ser catalogada, ocupa tempo e espaço; a consciência é ilimitada, onipresente, ela está em toda a parte. Prakriti tem começo, meio e fim; enquanto que Purusha é simplesmente eterna.

A filosofia do Yoga diz respeito a integração de Prakriti e Purusha, onde natureza e alma se misturam. É pela prática dos asanas (posturas), dos Pranayamas (exercícios respiratórios) e da meditação que visamos uma conexão, uma comunhão entre estes dois mundos.

O objetivo do Yoga é explorar esta relação entre Purusha e Prakriti, aprendendo a viver entre o céu e a terra.

Yoga é a união do corpo, da mente e do espírito no momento presente.

Isto é Yoga.

Namastê!

(texto inspirado no livro "Luz na vida", B. K. S. Iyengar)

terça-feira, 29 de março de 2011

Vinyasa. A dança da respiração.

Vinyasa é a respiração e o movimento juntos em total sincronia. No Vinyasa a respiração comanda, é ela quem conduz o movimento. E o resultado é o prana, energia vital, fluindo pelo corpo. O prana flui no ritmo da respiração, que deve ser ampla, profunda, fluida e suave, assim como deve ser o movimento do corpo. É uma dança. Essa dança tem o objetivo de aquietar a mente e nos conectar com a energia e vibração do universo. É uma dança cósmica!

Nesta sequência simples fazemos movimentos de flexão e extensão no ritmo da respiração. Estes movimentos promovem a flexibilidade da coluna vertebral. Alongamos toda a parte posterior do corpo com as flexões, e naturalmente expandimos a caixa toráxica nas extensões.

Trabalhamos o equilíbrio do corpo, mantendo pés, pernas e quadris sempre na mesma posição, firmes e estáveis. As pernas firmes e o quadril estável sustentam o movimento do tronco, braços e cabeça.

Através do Vinyasa nos concentramos mais na respiração, praticando a respiração consciente, que é a respiração completa do Yoga, Prana Krya (procure postagem no blog).

Este Vinyasa é um exercício de concentração, exigindo uma mente atenta, presente. Se a atenção se dispersa nos desconectamos do ritmo da respiração e consequentemente do fluxo de prana. Por isso, a mente deve estar no momento presente.

Quando estiver praticando esta sequência deixe que a Shakti, energia essencial, se manifeste colocando leveza, graça e suavidade nesta dança cósmica, que é única e individual.

Vamos lá!

Comece em Tadasana Samasthithi, postura da montanha, mantendo-se firme e ereto na posição. Os pés devem estar firmes e o peso do corpo distribuído de uma maneira uniforme no chão. Os pés podem estar unidos ou afastados na largura do quadril. O importante é manter os pés paralelos, as pernas bem firmes com as patelas dos joelhos ativas e coxas contraídas. Acione Mula Bhanda (contração dos esfícteres), Uddiyana Bandha (contração do abdome para dentro e para cima), alongue a coluna e abra o peito. As mãos em Anjali Mudrá, posição de prece. Observe o corpo e a respiração. Para mais detalhes sobre o alinhamento desta postura veja Tadasana no blog.

Na sua próxima inspiração, mantenha o alinhamento da postura anterior e eleve os braços lateralmente, unindo as mãos e enchendo o peito de ar em Urdhva Hastasana......

ao expirar faça um movimento de extensão mantendo o quadril estável, abrindo o peito e levando os braços para trás. Este movimento acontece naturalmente sem forçar a sua lombar, concentre-se na abertura do externo....

ao inspirar volte os braços elevados, mantendo aos mãos unidas....

ao expirar desça o tronco e os braços em Uttanasana relaxando a cabeça e os ombros....

na próxima inspiração eleve parcialmente o tronco, alongue a coluna e olhe para frente em Ardha Uttanasana. Se não alcançar o chão com as mãos, segure nos tornozelos.

Ao expirar solte o tronco novamente em Uttanasana....

na próxima inspiração eleve o tronco, eleve os braços lateralmente....

ao expirar desça os braços com as mãos unidas em Anjali Mudrá. Faça uma breve pausa observando o corpo e a respiração. Faça quatro ciclos completos e permaneça nesta posição por alguns instantes procurando a imobilidade do corpo. Aquiete-se.

Namastê!

(Imagem Catherine Ferraz)

domingo, 27 de março de 2011

Posturas de equilíbrio.


Equilíbrio do corpo é estabilidade. Estabilidade é concentração. Concentração é o oposto de dispersão. Se a mente se dispersar, automaticamente perdemos o equilíbrio. As posturas de equilíbrio do Yoga são um treino para aprendermos a manter a mente no momento presente. Assim como este passarinho da imagem acima tem a sua mente no momento presente, ela é naturalmente atenta e tranquila. É assim que devemos nos manter quando estamos em qualquer postura de equilíbrio.

Para se manter em equilíbrio, corpo e mente devem permanecer estáveis. Estabilidade do corpo é estabilidade da mente. Equilíbrio é total estabilidade. Neste estado de equilíbrio o corpo é leve, a mente é calma. Isto é Yoga.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Earth Hour. Hora do Planeta 2011.


Earth Hour é uma ação comunitária mundial, promovida pela WWF, que demostra a preocupação com o aquecimento global, apagando as luzes durante sessenta minutos. Será no sábado, dia 26/03, das 20h30 `as 21h30.

Vamos nos mobilizar apagando as luzes e ascendendo velas, olhar para o céu, enxergar as estrelas e nos conectar com essa energia, com esta intenção de respeitar, preservar e salvar o nosso maravilhoso planeta Terra.

O futuro do planeta depende da consciência de todos nós!

OM!

segunda-feira, 21 de março de 2011

Virabhadrasana II. Postura do guerreiro.

Virabhadrasana II

Virabhadrasana, postura do guerreiro, é uma postura forte como o próprio nome; sua prática desenvolve firmeza, estabilidade e determinação. É um asana que fortalece pernas, ajuda no alinhamento da coluna, alivia dores na lombar e ajuda no aumento da capacidade pulmonar através da expansão do torax.

A sua permanência é fundamental para se obter os benefícios deste asana. Para estar estável e confortável na posição, característica essencial de asana, é preciso buscar o alinhamento do corpo.

Vamos então alinhar o corpo na posição:
- comece sempre com a área do corpo que está em contato com o chão, nesta postura os pés. Eles devem estar firmes no chão, o peso do corpo bem distribuído nas solas dos pés com as bordas coladas no chão (atenção para manter o dedinho do pé esquerdo sempre no chão);
- flexione o joelho direito mantendo-o alinhado com o tornozelo;
- a perna esquerda deve estar bem estendida com a patela ativa (puxe o joelho para cima);
- encaixe o cóccix e alongue a coluna vertebral. Não deixe que o tronco se mova para frente, ele deve se manter na vertical;
- contraia o abdômen;
- alongue os braços, mãos e dedos na altura dos ombros e mantenha os braços alinhados. Encaixe as escápulas, desça os ombros e abra o peito. Quadris e ombros devem estar alinhados.
- mantenha o olhar no dedo médio da mão direita, e o queixo paralelo ao chão;
- deixe a respiração fluir naturalmente;
- observe o corpo na posição.

Durante a permanência na posição traga a energia da terra para as solas dos pés, suba com esta energia pelas pernas e concentre-a na área do assoalho pélvico, acionando Mula Bandha (contração dos esfícteres). Continue subindo com a energia concentrando-a na região do plexo solar, acionando Uddiyana Bandha (contração do abdome). Suba, ainda, com a energia até o centro do peito na altura do coração e expanda o peito, deixando a energia do coração fluir pelo corpo.

Para desfazer a posição estenda o joelho direito, vire o pé alinhando-o com o pé esquerdo e desça os braços. Faça uma breve pausa e construa a posição para o outro lado.

Namastê!
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